INTERDISCIPLINARIDADE E JUNÇÃO DO CONHECIMENTO
Interdisciplinaridade e junção do conhecimento
Portugal ainda está iniciando em suas
investigações e suas experiências interdisciplinares. Já o Brasil possui uma
grande tradição em trabalho interdisciplinar, tanto na investigação como no
ensino.
A autora, Olga Pombo, não diz como fazer
a interdisciplinaridade, porque não existe uma fórmula, mas sim aprender
fazendo, trabalhando com ela. Salienta
que deseja contribuir para a compreensão do tema abordado. Para ela não
há fronteiras entre as palavras pluridisciplinaridade, multidisciplinaridade, interdisciplinaridade
na relação dos saberes.
Segundo a autora não é só na comunicação
social mas também na investigação e no ensino que isto acontece. Nas escolas e
universidades diz se trabalhar com interdisciplinaridade, mas na
verdade se faz alguns arranjos culturais que não chega nem perto do verdadeiro objetivo
que traria experiências significativas para o processo, pois muitas palavras
estão na mesma situação como circuitos
integrados, integração europeia, fala-se em mundialização, globalização
e muitas outras situações. Com esta lacuna na interação das palavras e dos
saberes a problemática da interdisciplinaridade fica cada vez maior.
Mas que a raiz destas palavras esta em
disciplina ou disciplinar ou até disciplinar se necessário, que no caso tem
tudo haver com, multi, pluri, inter e transdisciplinar idade. Aceitar o desafio
de pensar sobre o assunto, de que esta tudo lado a lado e mesmo sem um
conhecimento real do assunto ele esta ali presente no cotidiano das
disciplinas.
O sufixo Inter esta presente justamente
para mediar as ligações de palavras e diálogos etimológicos. Mais importante
que o nome das palavras é a compreensão do sentido onde elas podem fundir e
estabelecer conexão em ambas as disciplinas em questão. No diagnóstico que o
pró-reitor colocou a resistência a especialização fragmenta as ciências e mesmo
com muito esforço a divergência da interdisciplinaridade é fato.
A especialização, uma atual ferramenta que emergiu a partir do século
XIX. Tendo como base as adaptações, metodologia analítica de Galileu e
Descartes, o que permite estudar mais a
fundo cada detalhe particular de cada ciência. Acreditando-se que com maior
conhecimento dos detalhes nada impedira na união dos conteúdos posteriormente.
O procedimento cientifico de mais atual
trabalha com estes parâmetros, no presente, a especialização esta destacando as
ciências, muitos investimentos sendo feito em virtude do grande beneficio que a humanidade esta
tendo com os avanços acadêmico, em diversas
áreas da ciência moderna.
Segundo o autor o preso pago pelo
especialista é imprescindível, pois o conhecimento fica muito focado em
detalhes da área, ai fica claro a frase, alguém que sabe cada vez mais acerca
de cada vez menos.
Em uma critica de Ortega Y Gasset páginas
na célebres de La rebelion de las massas
(1929) arrogância do especialista alguma
vez traçada: Ser ignorantes e sábios era uma questão de conhecer ou não conhecer
determinado assunto, no caso do
especialista é perito no micro e leigo no macro do assunto investigado, sendo
assim um ignorante consciente.
Outro diagnóstico feito por grandes
nomes da ciência. Por exemplo, Norbert Wienner escreveu em 1948: Que há poucos
pesquisadores matemáticos, físicos ou biólogos sem restrição, pois mesmo
sabendo que tudo estas interligado divergem em observações construtivas que
poderiam ser discutidas avaliadas e até chegar a um consenso comum, sem medo da
critica ou ter que mudar seus conceitos teóricos já concluídos.
Três anos mais tarde, denuncia SNOW, a extinção
disciplinar de duas linhas da ciência que divergiram pela falta de compreensão e
maturidade em distinguir pessoalidades e profissionalismo. Snow define que o
marco deste rompimento é devido a imaturidade de ambos, pois
não tinham conhecimento interdisciplinar entre as ciências e até menosprezavam a
categoria acadêmica que trabalhava ao seu lado.
A especialização institucional também foi
muito além, pois a ciência está fracionada para que haja maiores resultados no
conhecimento de tudo que se relaciona e tem resultados promissores para ganhar apoio,
subsídios financeiros para se manter forte em seus anseios particulares.
A ideia de patentificação do campo da
pesquisa pode apagar a luz da ciência, pois patente ocorria quando trabalhos cientifico
executados arduamente eram descobertos e passavam a ter valor grandioso para humanidade.
Dando méritos consagrados ao cientista do feito ou até mais de um consagrado
pela descoberta simultaneamente no tempo próximos
um do outro.
A possibilidade relatada no texto é de
que hoje em dia as patentes demarcarão áreas da ciências onde
tudo que se descobre possivelmente
já há um autor. Este projeto desestimula novos anseios pela pesquisa, sabendo
que o investimento é alto de risco e que já esta monopolizado.
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